:: A AIDS na visão da LenderBook![]() Algumas especulações em torno da doença (AIDS – acquired immunodeficiency syndrome / síndrome de imunodeficiência adquirida), no princípio de sua constatação, sugeriam que sua origem deu-se através de laboratórios. Hoje se sabe que existem diferentes tipos de HIV e que a forma de contágio é através de vírus e foi disseminada por diferentes eventos de transmissão do macaco para o homem. Estatísticas atuais indicam que a doença já matou cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo (1). A aids foi descrita como nova doença somente na década de 80 (14 milhões de pessoas perderam a vida em função do contágio). Entretanto, desde pelo menos 1952 a literatura médica já registrava casos de pacientes compatíveis com o diagnóstico de aids (2). Não obstante, em amostras de sangue que por acaso permaneceram congeladas por longos períodos, pôde-se identificar a existência do vírus já em 1959, em um caso ocorrido na Inglaterra e em outro caso ocorrido na África, na região do então Congo Belga. Outras comprovações em amostras de sangue congelado incluem um caso norte-americano em 1969 e uma família na Noruega em 1971 (3). Hoje, ela é um fenômeno global que atinge todas as idades, sexos, etnia, nacionalidades ou classe social. A maior concentração de contágios é do continente africano (em torno de 70% (1) ). AIDS é uma pandemia, pois não encontra barreira para sua disseminação. Há no mundo cerca de 40 milhões de infectados como o HIV (1). Um número expressivo, pois supera a população de muitos países. As regiões mais afetadas são aquelas que não tem uma boa infra-estrutura e recursos econômicos para o tratamento e prevenção da doença. Dados atuais indicam que a infecção no mundo, ou seja, o registro de novos casos está diminuindo graças a fortes programas de prevenção e controle da doença através de medicamentos que reduzem a carga viral em infectados. No Brasil estima-se que mais de 1,2 milhões de pessoas (4) estejam infectadas com o vírus HIV. O vírus pertence à família do retrovírus, onde o material genético ocorre em forma de RNA (ácido ribonucléico). As bactérias aos seres superiores (inclusive o homem) o material genético é transmitido pelo DNA (ácido desoxirribonucléico). Através da transcrição reversa, ao invadir uma célula, o vírus libera o seu RNA que se incorpora ao DNA do infectado e passa a ser um fragmento da carga genética do receptor. O problema no tratamento e como conseguir separar a carga genética do infectado desativando o processo de reprodução do vírus sem prejudicar as características peculiares da célula. Atualmente alguns processos de pesquisa partem para processos que visam aniquilar as células infectadas, talvez em vez de aniquilar as células infectadas os cientistas poderiam quebrar a estrutura de reprodução do RNA desativando componentes químicos específicos de sua seqüência pela não ingestão de nutrientes ocasionando uma escassez do material genético necessário para a ativação do RNA no DNA humano. Um exemplo hipotético seria o fortalecimento da barreira imunológica através da introdução no organismo humano de pequenos vermes, por processo de embiose, das famílias dos vermes de pele (da família dos nematóides), que estariam contaminados pelo vírus HIV através de processo em laboratório com o vírus do próprio paciente e introduzido na pele do doente. Os vermes enfraquecidos iram morrer e o organismo absorveria a informação genética necessária para combater os corpos estranhos. Gerando assim um possível antídoto para a cura da doença.(5) Pesquisadores analisaram símios em vários continentes em seus ambientes selvagens e em centros de criação para estudo de primatas e conseguiram identificar que o HIV é geneticamente idêntico em quase sua totalidade ao vírus SIV (simian immunodefficiency virus) ocorrente em populações naturais de chimpanzés. Vírus do tipo SIV ocorrem em macacos de todos os continentes, porém, foi o vírus do continente africano o agente que contaminou os seres humanos. Este achado dificultou o conhecimento de onde originou a doença, pois o macaco está presente em praticamente todos os continentes. Não somente homens e macacos, mas também felinos (vírus FIV) e equinos (EIAV) são suscetíveis ao contágio por vírus que lhes provocam um quadro de imunodeficiência. As seqüências genéticas dos vírus permitiram o estudo das relações filogenéticas, classificando esses vírus em cinco linhagens evolutivas de genes. A primeira linhagem é o HIV-1, encontrado em chimpanzés. A segunda, HIV-2 é encontrada em macacos (6) e é uma forma menos agressiva do vírus no homem. As outras linhagens são representadas pelos SIVs que infectam apenas macacos. As seqüências genéticas dos vírus, através do estudo das relações filogenéticas, classificam os lentivírus em cinco linhagens evolutivas de genes. A primeira linhagem dos lentivírus é o HIV-1 encontrado em chimpanzés. A segunda, HIV-2 é causador de uma forma menos agressiva do vírus no homem. A terceira linhagem é representada pelos SIVs que infecta apenas macacos. Os estudos estão bastante avançados, mas convergem para a transformação de uma doença rapidamente progressiva e fatal para uma doença crônica onde a necessidade de medicamentos constantes cria uma dependência no tratamento dos infectados. Os primeiros casos de aids da literatura já apontavam que a doença atingia homens e mulheres indistintamente. Porém, quando de sua descrição na década de 80, os homossexuais masculinos representavam a maior parte dos casos. Desde então, a tendência é de miscigenação da doença em todos os grupos da população. Em todo caso, convém deixar bem claro que a infecção proveio de vírus de macacos, o que não justifica o preconceito quanto aos diversos comportamentos sexuais humanos. Resta saber como e por que um hábito alimentar antigo da população somente desencadeou uma nova doença já na segunda metade do século XX. (1) Fonte: Newsweek - http://www.msnbc.msn.com/id/12663345/site/newsweek/ (2) Fonte: Reviews of infectious diseases, vol. 9 NO. 6, November-December 1987 – David Huminer, Joseph B. Rosenfeld, and Silvio D. Pitlik (3) Fonte: The Lancet, June 11, 1988 (4) Fonte: www.ias-2005.org/admin/images/upload/533.pdf (5) Fonte: Extrapolação da teoria pela Lenderbook a partir de observações de comportamentos sexuais anômalos. (6) Fonte: As origens do vírus da AIDS, ciência Hoje, vol. 26, nº 156. Soares A, Marcelo.
(7) Contribuições: Doutor Dario Palhares, HUB – Universidade de Brasília.
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