:: Favelização



Sua casa um dia será assim!





- Entre fantasmas burgueses e ilusões empiristas

Nossas primeiras preocupações, na compreensão da favelização foram leituras metodológicas, focalizando o trabalho de campo em introduções de monografias antropológicas (Malinowski, Evans-Pritchard), textos especificamente metodológicos como o de Aaron Cicourel (1969) e o trabalho de campo do sociólogo Foot White em um gueto de Chicago (1983) que permitiram o recorte de agentes sociais e de suas práticas rotineiras como base de dados para o estudo da ação das estruturas sociais no cotidiano da Vila Proletária.

Outros problemas metodológicos foram apontados por Gilberto Velho (1977: 321-324), analisando um texto de Janice Pearlman (1976 apud VELHO ib.) sobre o mito da marginalidade, a propriedade urbana e a política no Rio de Janeiro. Segundo Gilberto Velho as produções sobre ‘favelas’ são marcadas por algumas ausências: “pouco ficamos sabendo sobre o cotidiano do favelado, sua rotina diária, com quem se encontra, com quem faz o que no seu network, concretamente como parentes e vizinhos se relacionam, com quem brigam e em torno de que (...)”. Estas ausências seriam conseqüência das deficiências de método, da falta de etnografia e do pouco contato dos autores com o ethos do universo estudado.

O pesquisador morou até 1996 no Rio, cidade onde cada bairro tem suas favelas íntimas, convivendo vizinho a populações faveladas na zona norte (Complexo do Macaco, Encontro, São João, Andaraí, Parada de Lucas, Complexo da Maré, Jacarezinho, Salgueiro, Borel, Cavalo Branco, Formiga), sul (Dona Marta, Pavão/Pavãozinho, Canta Galo) e zona oeste (Rebu, Cavalo de Aço, Vila Vintém, Fumacê) até a fronteira com a Baixada (Parada de Lucas, Lixão, Vigário Geral). Na verdade os morros e periferias dos bairros do Rio e Grande Rio formam um intrincado labirinto que, em muitos setores, pode ser percorrido internamente de carro ou à pé pelas ladeiras, escadarias, pinguelas, vielas, becos, túneis, viadutos, trilhos de trem e metrô semi-utilizados ou abandonados, integrando amplas áreas sem a necessidade de utilização das vias públicas dos bairros oficiais. As possibilidades de utilização deste corredor paralelo são amplas, como é possível depreender da presença do crime organizado nessas áreas (cf. infra). Mesmo a polícia carioca não se arrisca muito nessa via paralela, exceto a ‘banda podre’, evidentemente.

Problemas conceituais marcam, também, os estudos sobre populações como as que habitam as favelas do Rio. Estes problemas são semelhantes aos exageros apontados por Jacques Revel (1990: 46-47) na utilização do conceito de cultura popular. O autor afirma que eles conduzem a dois desvios: um tautológico, que identifica popular com povo, e um outro reducionista que explicar o popular como reflexo dos limites socio-econômicos de um grupo dado.

A visão substancialista da noção de cultura popular atua naturalizando miséria e favela. Na coleta de dados, que se procedeu na Vila Proletária da Penha, procurou-se fugir destas naturalizações, tomando a comunidade como um espaço social multifacetado, palco de lutas e composições simbólicas entre agentes sociais que habitam a favela, mas ocupam posições nos diversos campos sociais. Assim, apesar da exclusão, existe uma continuidade de valores entre favelados e não favelados que envolvem aspectos de classe, econômicos, religiosos, políticos, de gosto e estilo de vida, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, onde é difícil definir com precisão onde acaba o bairro formal e onde inicia o que é denominado de favela.

As relações entre os diversos campos sociais possuem uma expressão local, recortada pelo contexto onde os agentes sociais estão colocados e onde têm que conviver. Parte-se aqui da percepção do mundo social proposta por Pierre Bourdieu (1989:139-140), buscando integrar na análise a representação que os agentes envolvidos possuem do mundo social e a contribuição que eles dão para a construção da visão deste mundo, formado objetivamente pelas autoridades e instituições e subjetivamente pelas lutas simbólicas entre campos e agentes.

Em outro texto, Pierre Bourdieu (1997: 159) discute os efeitos de lugar que incidem sobre os habitantes de periferia das metrópoles, incidindo, de forma mais ampla, na miséria do mundo. A ocupação do espaço define socialmente os agentes sociais, mas é o conteúdo destas definições e como ele estrutura as práticas dos agentes sociais que deve ser explicitado. Para uma investigação deste tipo é necessário que se supere, tanto as ilusões empiristas daqueles que pensam que basta apenas ‘ir e ver’, quanto os ‘fantasmas’ evocados pelo desconhecimentos das “realidades” dos guetos que transforma as ‘favelas’ em ‘monstros sociais’ distantes, reproduzindo as afirmações dos meios de comunicação, especialmente o discurso sobre a violência, o mais aterrador dos ‘fantasmas’, pois, solidifica-se durante assaltos, seqüestros, seqüestros relâmpagos, incidentes com balas perdidas, nos bailes periféricos, no transporte público, no tráfico de drogas e armas.

A compreensão do cotidiano de uma favela envolve a desconstrução das diversas concepções de favela encontradas nas pesquisas sociais sobre o tema conduzidas no Brasil. É preciso sair da metáfora e buscar uma descrição rigorosa deste processo cada vez mais presente nas cidades brasileiras a favelização.

Algumas definições de favela podem ser úteis para que se entenda a necessidade dessa desconstrução. Em primeiro lugar a favela sempre parece ser maior que devia “(...) vasto acampamento (...) de favelas desfeitas como folhas secas no casario de teto de meia-água das tristes periferias longínquas” (CARDOSO 1993: 13), além disto, possui um potencial para o crescimento que parece assustar quem as vê como um organismo patológico na ordem urbana que surge repentinamente, cresce aos poucos e, algumas vezes sofre inchaços (GOHN 1999: 33). Devido ao fato da favela ser uma “fórmula de sobrevivência”, “é nessas áreas que se concentra a pobreza da cidade e de seus habitantes” (KOVARICK 1993: 18, 34); fim de linha da trilha da industrialização “(...) amontoando-se em áreas próximas ao mercado de mão-de-obra não qualificada”, amontoamento que torna a favela também o lugar da ausência de “(...) qualidade das construções e de infra-estrutura básica (...)” (ib. 41-42) gerada pelo deterioramento das “autoconstruções”, classificadas como uma forma de “economia natural” (ib. 60), artesanal onde “(...) é rara a recorrência à impermeabilização (...) os cômodos seguintes tendem a ‘sufocar’ os primeiros, tornando-os escuros, úmidos e mal ventilados (...) (MARICATO apud KOVARICK 1993: 75).

Assim a primeira característica negativa que define as favelas é o fato delas crescerem “a favela cresce através do migrante(...)”, “a favela cresce também através da mentira(...)”, “e fica claro que morar na favela não é uma escolha, mas uma necessidade – para não morrer de fome” (RODRIGUES 1990: 34-35). A mesma autora lista, ela própria, uma série de definições. “O termo favela, de acordo como o IBGE, diz respeito a um aglomerado de pelo menos cinqüenta domicílios – na sua maioria carentes de infra-estrutura – e localizados em terrenos não pertencentes aos moradores”, afirmando também que, para classificar a ilegalidade jurídica da ocupação da terra nas favelas, “os mais variados termos são utilizados: invasão de terras alheias, apropriação indevida de vazios urbanos, câncer urbano” (IB. 36). De fora para dentro a favela é vista, ainda como: “local de marginais”, “local onde se conseguem votos”, em suma, o locus da “ilegalidade” e da “marginalidade” (ib. 37-38)

Mesmo pesquisas que afirmam basear-se em “(...)novos relacionamentos que temos buscado vivenciar com pessoas da favela” (GIACOMINI et alli 1982: 25) não ultrapassam a visão que demonstraram no “(...)primeiro encontro com a realidade da favela(...)”. Os textos que transcrevem do caderno de campo dos seus estagiários é bastante significativo: “redondezas da favela apresentam sinais de pobreza, porém não acentuadas, exceto pela feira onde a distribuição de limpeza e higiene se apresentam deficientes. Dá a impressão de se estar na Bahia...[sic](...)”; “onde se esteja, mina água podre e fétida que forma poças onde as pessoas (geralmente descalças ou de sandálias) podem pisar a vontade e pegar seus “microbiozinhos” e pestes. Possibilidades de mil doenças contagiosas(...)”. As contradições entre as intenções da pesquisa e os preconceitos demonstrados são exemplo da divisão social do trabalho científico onde “(...)os generais da pesquisa tendem a deixar aos soldados rasos o essencial da batalha, isto é, o contato com os fatos (...) para se reservarem as grandes decisões estratégicas, tais como a escolha da amostra, a redação do questionário ou do relatório” (BOURDIEU et alli 1999:91).

Assim, percebe-se que, quer vejam as favelas à distância, dos seus apartamentos e automóveis, através dos jornais, arquivos e bancos de dados governamentais, quer vejam-nas na intimidade do engajamento, do trabalho militante “condividido” com os favelados, permanece como não dito o espanto com a existência e, especialmente, com o crescimento das favelas, apesar do seu caráter de não lugar, explicitado pelas suas ausências: ausência de infra-estrutura, ausência de qualidade de construção, ausência de posse legítima, ausência de segurança, ausência de legalidade, ausência de higiene e saúde, ausência de participação política, ausência do Estado, ausência sobretudo do controle do grande capital, em suma, fora da nova ordem mundial.

- A VIOLÊNCIA FÍSICA INEVITÁVEL E SEU SIMBOLISMO

Uma instância de produção econômica com potencial para o exercício local do poder, na Vila Proletária, era o tráfico de drogas. A relação desta instância com a associação de moradores era bastante diferente do que acontecia em outras comunidades do ‘Complexo da Penha’, como a Vila Cruzeiro, Caixa-D’Água, Chatuba ou Quatro Bicas. O longo domínio dos traficantes do Comando Vermelho, Cara de Cavalo e Jorge Espora, nestas quatro comunidades, iniciou-se na segunda metade dos anos oitenta e perdurou até o domínio do Complexo da Penha pelas quadrilhas do Complexo do Alemão.1

Era fato conhecido por todos no complexo que, nessas favelas, as associações de moradores eram controladas e financiadas pelos traficantes.2 Na Vila Proletária, durante o período da pesquisa, o tráfico era incipiente se comparado ao das outras favelas do Complexo da Penha. O que permitia uma maior liberdade de ação para a associação de moradores e demais instâncias do poder.

A Vila Proletária ocupava a região central do complexo, possuindo diversas entradas e saídas e ligando-se, pelos fundos através do abismo deixado pela pedreira, ao Complexo do Alemão. Na verdade, entre 1988 e 1992, nenhuma quadrilha conseguiu permanecer mais que seis meses no controle do tráfico na Vila Proletária. As chacinas eram o resultado comum da eliminação e substituição das quadrilhas, que não conseguiam enfrentar as quadrilhas vizinhas, localizadas em favelas mais fáceis de controlar por possuírem apenas um ou dois pontos de entrada. Entre 1991 e 1992, após uma chacina de 12 pessoas, assumia o tráfico da Vila Proletária a quadrilha do Rato, ex-PM, expulso por exercer atividades de extermínio. Diferente das quadrilhas anteriores, era considerado como alguém ‘de fora’ da favela. Sua ascendência sobre pessoas da comunidade era resultante apenas da violência que podia exercer. Às quadrilhas anteriores, comandadas por bandidos ‘nascido e criado’ na favela, era atribuído um status político diferente. Eram mais respeitados, apesar de menos violentos. Coloca-se, assim, uma questão. O que leva uma comunidade a se vincular ao domínio de uma quadrilha, atribuindo a mesma legitimidade para conduzir, até mesmo, suas ações políticas e suas lutas coletivas? Além do abandono das comunidades pelo poder público, que abre espaço para a atuação dos traficantes, substituindo-o, outros fatores precisam ser levados em consideração para se compreender a relação entre o tráfico de drogas e armas e as comunidades faveladas do Rio de Janeiro.

Não basta que uma pessoa ande armada, cercada por numerosos cúmplices fortemente armados e aja violentamente para se controlar uma favela. No entanto, com estes elementos quadrilhas comandadas por traficantes têm adquirido notoriedade momentânea na imprensa como ‘donos’3 , não apenas de favelas, mas de complexos inteiros e, alguns, chefes de comandos (CV, Terceiro Comando) ou de facções dentro destes como a chamada ‘Força Jovem do CV’, formada basicamente por criminosos adolescentes.

É interessante notar que a se formação de comandos era comum desde o final da década de setenta, a possibilidade de uma quadrilha controlar todo um complexo de favelas, colocadas sob a égide de um único dono só se tornou fato com a banalização do uso de fuzis de longo alcance como o AR 15 e o AK 47, armas leves automáticas, granadas (lançadas pelo AK 47 inclusive) e até artilharia pesada, como canhões de 30 milímetros, capazes de derrubar facilmente helicópteros. Assim, a ampliação do alcance das armas utilizadas ampliou o controle das quadrilhas. A disputa pelo controle do tráfico passou a se dar entre complexos e não mais entre favelas. É interessante notar que mesmo grandes favelas como o Jacarezinho, o Morro do Macaco, ou, o Andaraí, que possuíam várias ‘bocas’ até o final dos anos oitenta, nos anos noventa passaram a ser consideradas complexos e suas bocas ganharam o status de favelas. O mais comum era que um complexo reunisse favelas que possuíam histórias próprias de formação, como os complexos da Penha, do Alemão e da Maré.

Outro fator que costuma impressionar quem investiga as quadrilhas de traficantes de favelas cariocas são os variados postos em que são classificados os criminosos que dela se tornam cúmplices. Tendo morado vizinho ao Morro do Macaco de 1992 à 1996 o pesquisador pode conversar com informantes ligados à uma mesma quadrilha, cartografando a estrutura interna dela4 .

O que se costuma chamar de ‘olheiro’ envolve toda uma categoria de aspirantes ao tráfico que executam as mais variadas tarefas para os traficantes, ou ainda, que ‘faz avião’ para os clientes do morro que não querem subir as escadas. Sua remuneração se dá basicamente em ‘presenças’ de pequenas quantidades de droga que, com algum risco, conseguem trocar por dinheiro. Caso estas vendas proibidas sejam descobertas pelos traficantes eles podem ser surrados, expulsos do morro, ou mesmo, assassinados. Seu caráter de aspirante ao tráfico, não significa que todos se tornaram traficantes, existiam mesmo homens e mulheres adultos, casados, com filhos, que sustentavam suas famílias através destes expedientes, sem cogitarem de se envolver com a quadrilha, como eles afirmavam ‘não colocavam arma na mão’. Localmente eram chamados de ‘escravos de pó’.

Entre os que eram considerados membros da quadrilha, alguns tinham como função única portar e utilizar armas, segundo as orientações dos chefes da quadrilha. Estes eram os ‘seguranças’, os chamados soldados do tráfico e possuíam uma hierarquia que perpassava todos os postos da quadrilha. Era como ‘segurança’ que olheiros se iniciavam na quadrilha, vigiando cargas de drogas escondidas ou o paiol de armas, ajudando a vigiar bocas nas madrugadas, ou, engrossando fileiras em invasões de outros morros. Muitos morriam neste posto e, por portarem armas, eram considerados traficantes, muitas vezes sem ter recebido qualquer dinheiro do tráfico como pagamento. Um segundo grupo de ‘seguranças’ era remunerado pelo tráfico para tirar plantões de 24 horas vigiando as diversas ‘bocas’ e as entradas e saídas da favela, este grupo era central para a defesa da favela. Um terceiro grupo fazia a segurança pessoal dos que ocupavam os outros postos, vinculados mais diretamente à compra, preparo, embalagem e comercialização das drogas. O status dos agentes pertencentes a este último grupo de ‘seguranças’ variava de acordo com o status do agente social de quem ele fazia a segurança.

Outro grupo numeroso era o dos ‘vapores’5. O ‘vapor’ é o responsável pela comercialização das ‘cargas’ de drogas no varejo, passando ‘trouxinhas’ (maconha) e ‘papelotes’ direto ao usuário final. Com suas cinco ‘bocas’ tendo um ‘vapor’ para o ‘branco’ e um para o ‘preto’, tirando plantões de 24 h e alternando com outro grupo de ‘vapores’ (toda a favela seguia uma temporalidade que pode ser expressada da seguinte forma ‘DIA A/DIA B’). Chega-se por cálculo, não por recenseamento, a um número médio de vinte ‘vapores’, com pelo menos dez atuando a cada dia.

Cada uma dessas ‘bocas’ possuía, ainda, um ‘gerente do DIA A’ e um para o ‘DIA B’, responsáveis por trazer as ‘cargas’ para os ‘vapores’ e recolher o dinheiro das vendas no final do dia. Todos estes ‘gerentes de boca’ recebiam as cargas de uma única pessoa, o ‘gerente do dia’, agente que ocupava uma posição subordinada apenas à posição de ‘dono’. Outros agentes possuíam status semelhante ao de ‘gerente do dia’, cumprindo funções específicas na quadrilha o ‘tesoureiro’, responsável pela contabilidade, o ‘misturador’, responsável pela mistura da cocaína com outros produtos e pela embalagem dos ‘papelotes’ e ‘trouxinhas’, por fim, alguns donos de pequenos comércios locais que auxiliavam no trânsito e lavagem do dinheiro. Cada um destes agentes possuía sua própria equipe, contando com ‘olheiros’ e ‘seguranças’ próprios. Outro agente central era uma espécie de chefe da segurança que era responsável pela defesa da favela, como um todo, e do comando nos ataques que se tornassem necessários. Todos estes possuíam status semelhante, pois, todos respondiam direto ao ‘dono’, além disto, as diversas facções da quadrilha estavam ligadas a algum ou a alguns deles e entraram em guerra no fim dos anos noventa, após o assassinato do ‘dono’ Edi Pistola6. Destacam-se, também, os ‘matadores’, acusados e condenados por vários assassinatos vivem numa continua fuga e são utilizados quando se precisa do que chamavam ‘solução final’ para um problema que não tinha mais solução.

Existiam agentes externos, dos quais a quadrilha dependia. Os ‘matutos’, responsáveis pela entrega das drogas na favela, ligando a quadrilha aos grandes traficantes que controlam a venda no atacado. Os fornecedores de armas, atacadistas que deixam aos traficantes a venda individual. Por fim, os policiais corruptos, numa gradação que vai do ‘acharcador’, policial que toma dinheiro e drogas dos usuários quando estão voltando das ‘bocas’, até a aqueles que entram em sociedade com as quadrilhas, ou, até mesmo utilizando-as como ‘testas de ferro’7. Entre estes dois pólos ficam aqueles que apreendem armas ou drogas, trocando-as por dinheiro, os que fazem o mesmo com os próprios traficantes, aqueles utilizados em crimes de mando, pois, policiais que matam bandidos não são presos, além daqueles que assumem postos na própria quadrilha.

A aparência de burocratização dessas quadrilhas não elimina seu caráter de redes de interesses privados, uma economia informal baseada em relações pessoa a pessoa, sempre mais poderosa que a própria burocracia formal (WEBER 1982: 269). Mesmo a economia formal das empresas capitalistas cria grupos informais de interesse que, interligados por pessoas-chave, formam uma rede que pode afetar a produção das empresas. (DAHRENDORF 1965: 102-107). Apesar destes grupos permanecerem pequenos e não organizados, quando convivem em ambientes fortemente institucionalizados (ib.), onde os estatutos institucionalizados não conseguem dar conta de todas as necessidades de integração e ação de grupos de pessoas, os grupos informais desenvolvem mesmo regras tácitas de ação, fazendo frente à organização institucional, especialmente os grupos criminosos (WOLF,1980: 7-32).

É preciso pensar que a situação de tráfico é, em primeiro lugar, uma ação de troca que produz circulação econômica, mantendo as características de uma relação pessoal entre o vendedor e o comprador como garantia da qualidade do produto, ou mesmo da certeza da entrega dele, neste mercado paralelo não há regras jurídicas para garantir a relação de consumo. No entanto, para que estas relações de troca ocorram de forma contínua e se ampliem, é necessária a contribuição de todos os envolvidos, satisfazendo seus interesses em maior ou menor medida (BECKER et alli 1995: 182-185).

Só é possível pensar o tráfico a partir da lógica do fluxo em dois tempos, dos contatos entre indivíduos, assim como, a ocupação de postos de liderança nas redes de relações pessoais não pode ser explicada por qualidades psicológicas dos leaders, ela depende de relações que unem os sujeitos de dois a dois (KATZ apud BOURDIEU et alli: 52,53,191).

Assim, a posição hegemônica das quadrilhas em relação a cada comunidade depende de um amplo espectro de relações de parentesco, matrimoniais, amizade, patronagem e possui como seu capital simbólico, a ação violenta em situações que forem consideradas prejudiciais à quadrilha. A aceitação desta violência pelos não integrantes da quadrilha pode ser compreendida de diferentes formas.

Utilizando a divisão proposta para favelas que ocupam morros da cidade do Rio de Janeiro, caso do Macaco e da Vila Proletária. Pode-se afirmar que para os moradores do entorno e mesmo para os não favelados, seus vizinhos, aceitar a violência das quadrilhas pode ser uma atitude utilitária. Nestas áreas, outras formas de crime (estupros, assaltos, seqüestros, furtos) são eliminados. As quadrilhas tentam impedir que qualquer um de seus membros, ou membros de outras quadrilhas ‘façam serviços nessas áreas’. Existe mesmo uma prática comum de se apelar para a ‘justiça da quadrilha’ em qualquer destes casos. É claro que isso não impede que a favela seja usada como esconderijos para seqüestrados, moradores de outras ‘áreas’, evidentemente. Esta relação é também útil para as quadrilhas, pois, quanto menos as autoridades e a imprensa receberem denúncias de crime no morro, melhor para os seus negócios.

Para os moradores da borda e do alto (epicentro da violência) a aceitação baseia-se no pragmatismo da aceitação de condições inevitáveis. Todas as famílias têm, pelo menos, um caso de parentes próximos presos ou mortos e diversos casos em famílias conhecidas. A intimidade das relações pessoais torna inevitável, também, a punição para quem denunciar qualquer ato, a única chance para o ‘X9’ é abandonar tudo para não morrer, correndo ainda o risco de seus parentes, mulheres ou amigos íntimos serem prejudicados. Assim, a violência inevitável vai se transformando em violência legitimada em contextos e situações e esta legitimidade vai impondo a vontade das quadrilhas sobre as populações faveladas, apesar de não existir homogeneidade na relação da população com a violência e só uma minoria chegue a se envolver, de fato, com crimes.

- CONSIDERAÇÕES FINAIS Publicamos, recentemente (Caetano da Silva 2007) algumas observações sobre o cotidiano do favelado carioca realizadas no seu próprio locus. Pensa-se que este tipo de prática científica é essencial para a compreensão do cotidiano dos guetos, integrando esta compreensão ao entendimento da sociedade como um todo, com suas contradições e processos sociais diferenciados.

Se a favela é o lugar da moradia ela não é apenas um dormitório sinistro que as pessoas utilizam como última opção. Ela é o lugar da construção da história coletiva, familiar e pessoal das pessoas que lá habitam. Neste processo têm que conviver com a violência, respondendo a ela como responderam a todos os outros constrangimentos que impõem às favelas a condição de não lugar. Nesta resposta, transformam-na em seu lugar. Lugar de onde respondem à sociedade. E é desta maneira que seu cotidiano deve ser compreendido.

Referências

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CARDOSO, Fernando Henrique. Prefácio. In: KOVARICK, Lúcio. A espoliação urbana. 2. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Paz e Terra, 1993. p. 13-15.

CAETANO DA SILVA, José Luís. 2007. Sobrevivência e dominação do macaco ao alemão: esboço do cotidiano carioca de violência e favelização. Textos Didáticos 29. Vitória da Conquista: Edições UESB. 40 p.

CHINELLI, Filipina; SILVA, Luiz Antonio Machado da. O vazio da ordem: relações políticas e

organizacionais entre as escolas de samba e o jogo do bicho. Boletim do Laboratório de Pesquisa Social, Rio de Janeiro: IFCS/CFCH/UFRJ, v. 2, 1991.

FAUSTO, Boris. Ensaio Bibliográfico. A interpretação do Nazismo na Visão de Norbet Elias. Mana:Estudos em Antropologia Social, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/PPGAS/MN/UFRJ, v. 4, n. 1,p. 142-152, 1998.

GIACOMINI, Mara Rita; HAYASHI, Maria; PINHEIRO, Susie A. Trabalho social em favela: o método da condivisão. 2. ed. São Paulo: Cortez Editora, 1982.

GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais e educação. 3. ed. São Paulo: Cortez Editora, 1999.

KOVARICK, Lúcio. A espoliação urbana. 2. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora Paz e Terra, 1993.

LOPES, José Sérgio Leite. Fábrica e Vila Operária: considerações sobre uma forma de servidão burguesa.

PERLMAN, Janice E. O mito da marginalidade: favelas e política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

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REVEL, Jacques. Duas variações acerca do popular. In: ______. A invenção da sociedade. Rio de

Janeiro: Bertrand Brasil; São Paulo: Difel, 1990. p. 46-98.

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VELHO, Gilberto. Favelas cariocas: o problema da marginalidade. Anuário Antropológico, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, n. 76, p. 321-324, 1977.

1O desaparecimento de Cara de Cavalo era explicado pelos moradores da Vila Cruzeiro e das Quatro Bicas como resultado de ter vendido o ‘ponto’ para Orlando Jogador, traficante que dominava o Complexo do Alemão, após ter se vingado de policiais que supostamente teriam matado seu irmão, por terem-no confundido com ele, Cavalo. Jorge espora, após de mais de uma década de domínio nas comunidades Caixa D’Água e Chatuba, foi preso como mentor intelectual e financiador do maior assalto a banco do país, no Banco do Brasil de Belém do Para em 1992, ação que, segundo a polícia, comandou sem sair da Caixa D’Água. Após Orlando Jogador, Uê implantaria um domínio de terror nas treze favelas dos dois complexos. A região nunca deixou de ter graves conflitos, há poucas semanas novas guerras entre quadrilhas eclodiram com chacinas na Vila Cruzeiro e o desaparecimento de um jornalista, Tim Lopes, que investigava o envolvimento do traficante Elias Maluco em bailes com desfiles de adolescentes e shows de sexo explícito.

2O pesquisador era responsável por levar correspondências do PROESO para famílias que tivessem seus filhos selecionados para a educação infantil. No caso da Caixa D'Água E Chatuba foi-lhe recomendado deixar as correspondências na associação de moradores que seriam distribuídas, pois, era perigoso andar por ali. Na verdade, pessoas caminhando sem razão nessas comunidades eram levadas à presença de Jorge Espora e, caso não se explicassem, teriam problemas.

3A situação de pretenso domínio desses donos é bastante semelhante à do imperador chinês durante a dominação japonesa. Preso a seu jardim no palácio imperial, ainda se considerava o imperador do mundo. Da mesma forma muitos desses ‘donos’ do tráfico, apesar de seu pretenso e atribuído poder sobre favelas, complexos, e comandos vivem presos na sua favela, com medo de dormir ou comer e principalmente de sair de lá. Quanto mais notoriedade ganham, mais aumenta seu isolamento, situação na qual são mortos ou presos.

4Não foram feitas entrevistas formais, muito menos registros das informações que serão utilizadas. É preciso que o leitor entenda as dificuldades de uma pesquisa em tal grupo, que vive sob a mira do inquérito policial e da investigação jornalística. Usar câmeras ou gravadores numa favela, como provou a última reportagem do Tim Lopes, é uma atividade de alto risco. Quando se mora vizinho ao entorno de um morro carioca, convive-se com a população deste quando se vai a pequenos bares, restaurantes, lanchonetes, padarias, bicheiros e demais pequenos comerciantes que ocupam estas áreas. Muitas vezes, inclusive, é difícil para o morador da favela, assim como para o seu vizinho, morador do bairro, não conversarem sobre o tráfico. Nas ações policiais, nas invasões, guerras entre quadrilhas, entre facções delas, ou mesmo, durante testes de armas e queima de munição com o prazo de validade vencido, os dois grupos convivem com o terror causado por intensos tiroteios. Após estes acontecimentos, durante a convivência do pesquisador com o Morro do Macaco, todos comentavam sobre o fato e era possível observar as opiniões diferentes sobre eles. Quanto ao pertencimento de uma pessoa à quadrilha ou não, muitas vezes só era confirmado pela sua prisão, quando era morto em disputas ou em ações policiais, ou quando se percebia sua amizade ou a obediência a ordens de outros membros da quadrilha. A longa convivência permitiu ao pesquisador conhecer a história de carreira de diversos destes membros da quadrilha, registrando inclusive a ascensão deles na hierarquia. Estas histórias de vida são a base para a compreensão da estrutura da quadrilha que se pretende apresentar aqui.

5O Morro do Macaco funcionava, e possuía ‘freguesia’ 24 h por dia. A temporalidade local funcionava como um plantão organizado na forma de uma seqüência (A/B/A/B/A/B/A/B). Em cada um dos dias o morro era controlado por determinados agentes que se revezavam em funções idênticas. No início dos anos noventa, afirmava-se que até a qualidade da droga vendida no dia A e no dia B era diferente, mais para o fim da década a centralização passou a ser maior.

6Fato ocorrido durante uma batida policial que foi interpretado pela população local como uma ordem de bandidos de outras quadrilhas que dominavam morros vizinhos. Os moradores saíram em protesto pelas ruas de Vila Isabel e do Grajau, obrigando os comerciantes do bairro a fecharem as portas. Edi Pistola, além do seu longo domínio sobre o Macaco, era filho de um traficante mais antigo, conhecido como Velhinho, também antigo morador da comunidade. A longa relação entre uma quadrilha e uma favela é um aspecto fundamental para a criação de vínculos entre os interesses da quadrilha e os interesses da comunidade. Apesar de pessoas de fora ocuparem postos em quase toda a hierarquia da favela os ‘nascido e criado’ eram ‘do contexto’, os outros eram apenas ‘considerados’. Numa disputa interna os que eram antigos moradores possuíam relações mais antigas, amizades de infância e, mesmo, parentesco.

7Segundo os informantes os criminosos do CV chamavam os do Terceiro de ‘bonecos’, pois, segundo eles os mesmos seriam marionetes de policiais. Quando comparavam as quadrilhas dos dois comandos afirmavam: ‘O Terceiro dá dinheiro para a polícia o CV dá tiro’. No entanto, segundo outros informantes, para matar líderes do Terceiro o CV costumava contratar policiais.

Autor: Jose Luis Caetano da Silva
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Max Diniz Cruzeiro

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Os pagamentos seguem de acordo com o Modelo de Percepção Econômica de nossos Clientes cuja base principal é a visualização de um BENEFÍCIO DE NOSSO CLIENTE em que uma parcela do GANHO DE NOSSO CLIENTE é revertido em moeda de troca para a Atividade da LenderBook de acordo com a consciência do CLIENTE. Nossos clientes estelares podem efetuar o pagamento conforme os meios legais estabelecidos dentro de seus agrupamentos e seus parceiros no planeta terra.

Max Diniz Cruzeiro

Agradecemos a todos os nossos Clientes Estelares que já efetuaram o pagamento das atividades nos encaminhando via telepatia projetos para a LenderBook COMO FORMA DE PAGAMENTO.

Agradecemos todos os nossos Clientes Capitalistas que já efetuaram a compra de nossos livros através da AMAZON

Agradecemos nossos Clientes Comunistas, em especial a Coreia do Norte, por INTERMÉDIO de sua Embaixada, pela retribuição inicial de um Jantar EM SUAS INSTALAÇÕES, como pagamento de nossas contribuições até o momento.

Agradecemos aos nossos Clientes Socialistas, principalmente amigos que contribuiram extendendo benefícios em suas horas de recreação, lazer e alimentação.





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In this month of November of the 2017, 138 Federated Units around the world will receive a Commemorative Seal of Excellence in Education reaching more than 90% of citizens with more than 15 years of literacy in their locality.



The information was taken from the wiki at the link:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_países_por_índice_de_alfabetização
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:: Relatório do Concurso Whatsapp

Torno público todo o aprendizado, do concurso Whatsapp, que já encaminahdo para o SENADO FEDERAL e para o MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO.

O intuito deste informativo é a leitura seletiva, para que cada setor apenas adquira a informação relativa a sua área, caso você deseja fazer a leitura integral será de responsabilidade do leitor em saber das informações aqui catalogadas. É permitido divulgar essa informação nestes moldes para quaisquer seguimentos. (37 páginas de word) Para acessar entre na LenderBook

Atenciosamente,

Max Diniz Cruzeiro

LenderBook Company

www.lenderbook.com




100% of the production of texts is in Portuguese!
95% of text production is in English!
90% of the production of texts is in Spanish!
The records from 2105 to 52104 is a great mechanical phrase writing experiment crafted in excel!









ADIÇÃO (17/Jul/2017) NO SITE LenderBook

INSAUT MATERIAL PRINCIPAL DA LENDERBOOK



Listar índice completo...





Previsão para Setembro de 2016














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Release (Book of Knowledge): Pay for this book the price of a Fast Food your city in our donation systems (paypal or Pague seguro).

Lançamento (Livro do Conhecimento): Pague por este livro o preço de um Fast Food da sua cidade em nossos sistemas de doações (Pague seguro ou paypal).


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Amigos,
Bom dia,
Ofereço serviços de impressão a Laser frente e verso de excelente qualidade:
Regra: o trabalho deve estar digitalizado e não necessitar de qualquer tipo de revisão
Especificação: Folha A4
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Apenas toner preto: 15 centavos cada página
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Obs.: Não é serviço de xerox a qualidade é igual a impressão de livro. Não fazemos desconto. Os valores de impressão para este tipo de serviço no mercado é de 25 centavos para toner preto e 1 real para toner colorido.
Se souberem de algum estudante que queira imprimir algum trabalho de alta qualidade repasse o meu e-mail por favor. Conforme o volume entrega no dia seguinte. Serviço realizado no período noturno. Necessário pedir com antecedência para entrar na fila de impressão.
Enviamos o material impresso através dos Correios para sua casa (Impressão + custos de envio). Aproveite a oportunidade selecione nossos textos que enviamos para você o seu arquivo digital impresso. Pagamento antecipado via paypal ou pagseguro.
lenderbook@gmail.com

A rede social da Cultura Brasileira
Disponível para todos que nutrem um amor inconfundível por esta pátria chamada Brasil.

Uma iniciativa do Ministério da Cultura - Governo Federal




Site designed and supervised by Clinical Neuroscientist.

Site desenvolvido e orientado por Neurocientista Clínico.

Max Diniz Cruzeiro



Welcome to Heavenly groupings

The brothers who are outside the celestial vault,

thanks for your existence,

Come to us all that comes from you what is good,

Is made a conscious and collective will,

On Earth as elsewhere

Let us be worthy of our own support

Spare us the misunderstanding that arises from our essence

Just as we are able to reflect and

limit the badly that arises within us and in relation to other beings

If you know of any fault of mine, show me the way to recover.

To build together a heavenly nation for the common good.

Bem-Vindos aos agrupamentos Celestiais

Aos irmãos que estão fora da abóboda celeste,

obrigado pela sua existência,

Venha a nós tudo o que procede de ti que for bom,

Seja feita uma vontade consciente e coletiva,

Assim na Terra como em outros lugares

Sejamos merecedores de nosso próprio sustento

Perdoai-nos a incompreensão que aflora de nossa essência

Assim como somos capazes de refletir e limitar o mal que aflora dentro de nós e em relação a outros seres

Se souberes de alguma falta minha, me mostre o caminho para me recuperar.

Para construirmos juntos uma nação celestial para o bem comum.

We need financial resources for the translation of our texts and if you are able to perceive a human gain in your life with our information please consider donating to our activity.

Nós necessitamos de recursos financeiros para a tradução de nossos textos e se você é capaz de perceber um ganho humano em sua vida com nossas informações favor considerar a possibilidade de fazer doações para nossa atividade.













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