:: A força dos Orixás









Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar e do fogo.

Essa forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (axé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.

As histórias de Iemanjá, Iansã, Oxum, Obá e Nanã divindades femininas da cultura afra brasileira, mostram como o poder das mulheres se manifesta de diferentes formas na vida.

NANÃ

Dona dos pântanos e da sabedoria

Divindade antiqüíssima da África, Nanã Buruku é a uma senhora turrona, firme nas suas opiniões e um pouco ranzinza. É considerada a avó dos orixás.

Conta à lenda que todos os grandes homens das tribos da África se reuniram para decidir quem era o mais valente dos orixás. Louvaram Obatalá, o criador dos seres humanos, falou das qualidades de Orumilá, o senhor do destino, exaltaram a força de Xangô, o justiceiro, e enfatizou a importância de Exu, o grande mensageiro divino. Mas, ao fim, decidiu escolher Ogum como o mais forte. Nanã fez um muxoxo. “Quem é esse tal de Ogum? O que ele faz?”, perguntou ela. Os chefes contaram como Ogum criou os instrumentos de agricultura e as armas da guerra, pois é o senhor dos metais. “Os seres humanos dependem dele para sobreviver”, justificaram. “É pouco”, resmungou Nanã. E decidiu que não ia render homenagem a Ogum. Paciente, o grande orixá da guerra resolveu intervir. “Nanã, fui escolhido por bravos guerreiros para ser homenageado. É justo que a senhora também o faça”, ponderou. “De jeito nenhum. Não concordo com a decisão”, disse a velha. E assim ficaram por horas discutindo. Até que, para forçá-la a mudar de idéia, Ogum lançou uma maldição: “Se for assim, de agora em diante, a senhora e seus filhos não poderão mais usar meus metais para guerrear e caçar. Quero ver como vão se arranjar”. “Dá-se um jeito”, disse ela, teimosa. Até hoje, os filhos de Nanã não usam metais no terreiro e suas oferendas não podem ser cortadas com faca. A comida oferecida é feita com colheres de pau.

Cheias de autoridade, as filhas de Nanã parecem emanar a majestade das velhas rainhas. Ninguém ousa brincar com elas – nem elas gostam disso. Senso de humor não é seu forte, embora às vezes nem percebam esse seu jeito austero. Mesmo quando jovens e bonitas, parecem ter a maturidade, a prudência e a sabedoria das mulheres idosas.

Porém são teimosas: quando decidem algo, não voltam atrás.

- CONSELHO: procure a companhia de gente mais jovem, experimente trabalhos corporais que dissolvam a rigidez do corpo e tente ver com mais compreensão os pontos de vista dos outros. Dançar também ajuda muito a devolver a alegria.

Obá

A valente lutadora das aldeias

Corajosa e cheia de vigor, Obá era tão boa de briga que decidiu se profissionalizar: ganhava a vida lutando como pugilista de aldeia em aldeia.

Obá derrotava todos os que a desafiavam – homens, mulheres e orixás. Derrubou Obatalá, o criador, tirou Oxossi de combate e botou Exu para correr. Até que chegou o dia da luta com a mais temível das divindades: Ogum. Previdente, o senhor da guerra foi consultar o oráculo da cidade de Ifá. Os adivinhos aconselharam a fazer oferendas de espigas de milho socadas no pilão junto com quiabo. Assim ele seria abençoado e sairia vitorioso. Então, Ogum espalhou a oferenda viscosa num dos cantos do terreiro. Na hora do encontro, a lutadora disse: “Chegou o momento de nos enfrentarmos”. E se posicionou para o embate. Ogum começou a lutar e, como sempre, Obá parecia estar vencendo. Aos poucos, o guerreiro empurrou-a para o lado do terreiro onde se espalhava à oferenda. Lá, Obá pisou na massa viscosa e escorregou. Ogum aproveitou a queda da lutadora, arrancou seus panos e a possuiu. Dessa maneira, se tornou seu primeiro marido e grande amor.

Obá é o protótipo das mulheres batalhadoras, que sabem enfrentar com garra os desafios. Habitualmente, seus filhos não têm tempo ou interesse em coisas muito sofisticadas, a não ser que isso propicie a conquista de algo ou alguém. Embora valentes, são um pouco ingênuos, sendo quase sempre derrotados pela astúcia dos outros. A persistência é sua melhor arma.

- CONSELHO: ficar obcecada por metas pode tirar o encanto da vida. Tire partido de sua força sem deixar de desfrutar do prazer. Não se esqueça de que ceder também faz parte – ainda mais quando for por amor. Relaxe e faça as coisas apenas por gosto.

Oxum

Senhora dos rios, do amor e da riqueza

Os mitos sobre ela falam tanto de beleza, riqueza e sensualidade quanto de sua incomparável inteligência e senso de humor.

Quando Xangô, marido de Oxum trouxe a valente Obá para casa como sua terceira esposa, ela quase morreu de ciúmes. Logo se tornaram rivais. Tentando imitar o refinamento de Oxum, Obá espreitava na cozinha para descobrir os segredos das receitas que ela fazia para Xangô e, assim, surpreender o marido com as iguarias criadas pela outra. Louca da vida com a espiã, Oxum preparou uma armadilha. Escondeu suas orelhas sob um lenço e começou a cozinhar uma cheirosa sopa em que boiavam dois grandes cogumelos. Como quem não quer nada, Obá perguntou o que Oxum fazia. Ela deu a entender que, por amor, havia cortado as próprias orelhas para fazer o prato preferido do marido, uma sopa afrodisíaca. Quando Xangô chegou, devorou a saborosa sopa de cogumelos e logo levou Oxum para o quarto. No dia seguinte, Obá resolveu fazer à mesma coisa. Cortou uma de suas orelhas e fez um cozido. Quando chegou em casa e viu aquela comida horripilante, Xangô jogou o prato e repreendeu a esposa. Vitoriosa, Oxum desamarrou o lenço e Obá viu que ela ainda estava com as orelhas. Cheia de fúria, Obá avançou em direção a Oxum e as duas se engalfinharam. Até hoje, quando as filhas-de-santo incorporam Oxum e Obá nos terreiros, elas não podem ficar juntas.

Suas filhas são sensuais e vaidosas, as filhas de Oxum também são inteligentes. Nessa história, fica mais evidente a opção do orixá pela astúcia e pela estratégia, em vez do confronto direto. Na África se diz que Oxum é sinuosa e surpreendente como o leito de um rio.

- CONSELHO: Oxum mostra que é possível combinar beleza com inteligência. O perigo está em exagerar e se perder nas próprias armadilhas. A imprevisibilidade da vida também tem seu encanto, e não é preciso controlar tudo o tempo todo. Cuidado com a obsessão pela estética, o egoísmo e a vaidade. Aprenda a compartilhar.

IANSÃ

A bela guerreira e senhora dos relâmpagos

Altiva e impetuosa, Iansã é o símbolo das mulheres temperamentais. Isso se deve a uma estranha característica: durante parte do dia, a orixá se transforma num búfalo selvagem, portanto, também tem uma natureza animal.

Ogum caçava na savana quando viu um búfalo ao longe correndo em sua direção. Preparou a lança para matar o animal. De repente, o búfalo parou, abaixou a cabeça e começou a se despir de sua própria pele. Saiu uma bela mulher, ricamente vestida com panos coloridos, turbante e pulseiras. A jovem enrolou os chifres e a pele, colocou dentro de um cupinzeiro e partiu para o mercado da aldeia sem perceber que Ogum tinha visto tudo. O senhor da guerra pegou a trouxinha escondida no cupinzeiro e também foi em direção à cidade. Lá, se aproximou de Iansã. Ela era tão sensual que o orixá se apaixonou e a pediu em casamento. Iansã sorriu e recusou. Mas Ogum tinha certeza de que ela cederia. Ao entardecer, a orixá dos raios voltou para procurar sua trouxinha e se transformar novamente em búfalo. Nada encontrando, retornou à aldeia, onde Ogum já a esperava. Furiosa, perguntou por suas coisas. Ogum fingiu inocência. “Não sei do que você está falando”, disse ele. Iansã ficou, então, sem saída. Ela sabia da mentira, mas como não podia fazer nada, entregou os pontos: “Está bem, desisto. Vou casar com você. Mas nunca diga para ninguém que sou também um animal. Esse será nosso segredo”. Ogum concordou e levou Iansã para casa. Ela foi sua primeira mulher e companheira de batalhas. Depois, se tornou a primeira esposa de Xangô.

As filhas de Iansã são parecidas com ela. Voluntariosas, gostam de tudo a sua maneira. Só se deixam vencer por quem sabe contornar seus ímpetos de fúria, como fez Ogum. Ao mesmo tempo, são mulheres corajosas, sem nenhum medo de lutar contra a injustiça e o preconceito. Como a própria divindade, metade animal, metade gente, os filhos de Iansã se consideram pessoas incomuns.

- CONSELHO: nem tudo precisa ser de seu jeito. Experimente enfrentar com paciência as situações que fogem ao controle. Avalie quantas oportunidades você já perdeu na vida porque não soube ter um pouquinho de diplomacia. Pratique ioga e meditação para abaixar esse excesso de fogo. Iansã ensina que é preciso saber lutar, mas também ceder.

Iemanjá

Rainha do mar e mãe generosa

Ela é a mãe suprema dos orixás. Com carinho, ampara seus filhos queridos. Mas também pode se tornar caprichosa e instável, como as águas do mar.

Cansada de viver com Odudua, pai dos seus dez filhos, Iemanjá resolveu partir para o oeste, à procura de novos horizontes. Lá vivia Okerê, o rei da região, conhecido pela sensatez. Quando viu chegar à bela orixá das águas salgadas, o rei se apaixonou e lhe propôs casamento. Iemanjá aceitou o pedido com uma condição. “Nunca me humilhe pelo tamanho de meus seios. Nunca o perdoarei por isso”, disse ela. Iemanjá tinha vergonha de seus seios grandes, caídos de tanto amamentar. Okerê concordou com a estranha condição e realmente a tratava com amor e respeito. Mas um dia, após se embriagar com vinho de palma, Okerê voltou para casa cambaleante, tropeçou na esposa e a derrubou. Irada, a orixá o chamou de bêbado e imprestável. O rei se esqueceu da sua promessa e gritou: “Quem é você para me dizer isso? Ofendida, Iemanjá partiu em direção ao mar, onde morava sua mãe, Olukum, a rainha dos oceanos. No caminho, se transformou num rio para desembocar ainda mais rápido no mar. Desesperado, Okerê foi a semandou raios e partiu a montanha em duas. Assim, Iemanjá chegou ao mar, onde vive com sua mãe. Seus filhos até hoje lhe mandam presentes no fim do ano para aliviar sua solidão.

Amorosos e dedicados, os filhos e as filhas de Iemanjá fazem tudo por seus companheiros e sua família. São maternais e têm o coração cheio de bons sentimentos. Mas quando se enfurecem não voltam atrás, exatamente como a orixá quando seu esposo quebrou o juramento. Como ela, também são suscetíveis e exigentes.

- CONSELHO: olhe mais para si e veja se não está vivendo apenas em função dos outros. Avalie o que realmente gosta de fazer e se dedique a atividades que lhe tragam satisfação. Aprenda a perdoar e não seja tão severo em suas cobranças. Fique atenta para o excesso de sensibilidade.

Oxumaré

O exótico e o mistério são os seus domínios. Tudo nele é repetitivo, variando apenas as formas, como no ciclo da chuva: a água que evapora, retorna como chuva. Ou como no universo dos corpos celestes, onde a lua, o sol, a terra e os demais astros e planetas executam os seus movimentos com harmonia. No ciclo "vida e morte", ele também está presente; e seu símbolo mais forte é o da cobra mordendo a própria cauda, numa atitude que representa o ciclo vital: vida, morte e renascimento.

A marca mais evidente de oxumaré é o arco-íris, de quem é senhor.

Nanã, obcecada pela idéia de ter um filho de Oxalá, concebeu o primogênito obaluaiye que, por sua terrível aparência, foi desprezado por ela. Nanã consultou ifá, e este orixá lhe disse que, numa segunda tentativa, ela daria a luz a um filho lindíssimo, tão formoso quanto o arco-íris. No entanto, preveniu-a sobre o fato que a criança jamais ficaria a seu lado.

Seu sonho parecia realizado até o momento do parto, quando deu a luz a um estranho ser que recebeu o nome de oxumaré. Durante seis meses a criatura tomava a forma de arco-íris, cuja função era levar a água para o castelo de Oxalá, que morava no céu. Depois de cumprida a tarefa, ele voltava a terra por outro seis meses, assumindo a forma de uma cobra. Com essa aparência, ao morder a própria cauda, dando a volta em torno da terra, ele teria gerado o movimento de rotação, bem como o transito dos astros no espaço. É um orixá que representa polaridades contrarias como o masculino e o feminino, o bem e o mal, a chuva e sol, o dia e a noite, respectivamente, através das formas do arco-íris e serpente. Seus filhos são persistentes e pacientes, não medindo esforços para atingirem seus objetivos. São generosos ou avaros, conforme a situação econômica em que se encontram. Agitados e observadores procuram constantemente o equilíbrio e a harmonia. Suas grandes forças são as eloqüências e as inteligências, armas que usam com muita habilidade em situação de ataque ou defesa.

Elemento: Água

Cor: Verde e Amarelo

Saudação: Arrobobô

Obaluaiyê

Obaluaiyê quer dizer "rei e dono da terra" sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol, calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Domina completamente as doenças que rege, ao mesmo tempo em que tem poder de cura sobre elas.

Arquétipos: Seus filhos nunca estão totalmente satisfeitos, sempre querem mais mesmo quando acham que tudo está conspirando contra eles, persistem em seus propósitos.

Para os filhos de obaluaiyê importam os fins, não os meios. Aparentemente fortes, são na verdade frágeis e volúveis e, se sujeitam as rígidas disciplinas e regras morais.

Nanã era considerada a deusa mais guerreira e um dia, ela foi conquistar o reino de Oxalá e se apaixonou por ele. Mas este não queria se envolver com outra orixá que não fosse sua amada esposa yemanjá. Por isso, explicou tudo a nanã, mas ela não desistiu de seu propósito. Sabendo que Oxalá adorava vinho de palma, embriagou-o. Ele ficou tão bêbado que se deixou seduzir por nanã, que acabou ficando grávida. Mas por ter transgredido uma lei da natureza, deu a luz a um menino horrível, não suportando vê-lo, lanço-o no rio. A criatura foi mordida por caranguejos, ficando toda deformada. Por sua terrível aparência, passou a viver longe dos outros orixás.

De tempos em tempos os orixás se reuniam para uma festa. Todos dançavam menos obaluaiyê, que ficava espreitando da porta, com vergonha de suas feições. Ogum percebeu o que acontecia e resolveu ajudá-lo, trançando uma roupa de fibra de palmeira para cobrir todo o seu corpo. Com este traje ele voltou à festa e despertou a curiosidade de todos, que queriam saber quem era o orixá misterioso. Yansã, a mais curiosa de todas, aproximou-se, e neste momento, formou-se um turbilhão e o vento levantou a palha, revelando um rapaz muito bonito. Desde então os dois orixás vivem juntos, e os dois passaram a reinar sobre os mortos.

Elemento: Terra Ramificação: Transformação Cor: Branco e Preto Saudação: Atotô

Oxossi

Senhor das florestas, seu habitat natural onde vive e caça. É a divindade da harmonia e do equilíbrio ecológico, protege os caçadores e a caça ao mesmo tempo, não permitindo a caça predatória.

Está associado com a vida ao ar livre e com os elementos da natureza.

Como bom caçador, é solitário e individualista,porem, não dispensando o convívio social.

Arquétipos: Seus filhos são solitários, no trabalho exigem silêncio e concentração.

Observadores e joviais, ágeis e espertos, estão sempre atentos.

Seus objetivos estão em primeiro lugar, são lideres e independentes ao mesmo tempo, são pacientes com as pessoas, são rápidos e espontâneos nas ações.

Comunicativos e ordeiros, amantes e sonhadores, no fundo são pessoas românticas e vaidosas, que passam por esnobes e exibicionistas e que necessitam do convívio social para exercitar suas qualidades de liderança.

A cada ano, apos a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração, enviaram a festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade,mas nenhum conseguia acertar o pássaro.

Bem próximo dali vivia Oxossi, um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer; ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de Oxossi, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô que aconselhou que se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras assim ele teria sucesso.

Assim o fez e Oxossi acertou o pássaro bem no peito. O povo então gritava: oxó wussi, (oxó é popular) passando a ser conhecido por Oxossi. O rei, agradecido pelo feito, deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de ketu, "terra dos panos vermelhos", onde Oxossi governou ate sua morte, tornando-se depois um orixá.

Elemento: Terra

Ramificação: Fauna

Cor: Verde

Saudação: Okê Arô

Ogum

Os filhos de Ogum são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tampouco na moradia, com raras exceções são amigos, porém estão sempre envolvidos com demandas e às vezes muitos desconfiados. Despertam sempre interesse no sexo oposto, tem seguidos relacionamentos sexuais, mas nem sempre tendem a ser fiéis. Possuem uma energia física muito grande e raramente adoece, seu lema principal é vencer na vida, não importando qual tipo de trabalho ou esforço para conseguir seus ideais. Seu nome, significa luta, batalha, briga.

Os lugares consagrados a Ogum ficam ao ar livre, na entrada das casas e terreiros. Seus assentamentos geralmente são pedras em forma de bigorna junto às árvores. Ogum é representado também por franjas de palmeira ou dendezeiro desfiadas chamadas mariwo que penduradas nas portas ou janelas, representam proteção, cortando as más influências e protegendo contra pessoas indesejáveis. Sem sua permissão e proteção, nenhuma atividade útil, tanto no espaço urbano como no campo, poderia ser aproveitada. Deve ser invocado logo após Exu ser despachado, abrindo caminho para os outros orixás. É representado por sete objetos de ferro pendurados em uma haste de metal. É ele quem vence as demandas mais difíceis para as pessoas. Dono de um gênio forte é um grande Orixá protetor dos militares e dos ferreiros. Ogum nunca deixa um filho seu sem resposta. Senhor deus da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos, dono do ferro e do aço. A guerra que Ogum trava nem sempre é destruidora. Ao contrário, se essa energia for bem canalizada, poderá ser utilizado para alcançar objetivos nobres, traçar novas diretrizes e vencer os obstáculos da vida. Além de poderoso guerreiro, é também um exímio caçador, assim como Odé, seu irmão. Ogum, que conhece os caminhos como ninguém, sabe onde encontrar sua caça. Ele não fica parado esperando, vai atrás dela, até conseguir capturá-la.

Elemento: Ferro e Bronze

Ramificação: Caminhos

Cor: Vermelho

Saudação: Patakori, Ogum iye Oxalá

Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam.

O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô.

A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo. As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e ser lideres. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos, mas exigem ser respeitados.

Elemento: Ar

Ramificação: Ar

Cor: Branco

Saudação: Epa babá Xangô

Divindade do fogo, do trovão e da justiça.

XANGÔ é um Orixá temido e respeitado, é viril, justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores. Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô.

Seu símbolo principal é a machada de dois gumes ou dupla. Tudo que se referem os estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô, marido de Oyá, Oxum e Oba. Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam muito irritados. Tidos como grandes conquistadores são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.

Elemento: Fogo

Ramificação: Elétrico

Cor: Marrom

Saudação: Kaô Cabecile

Os mitos são como os sonhos. Sempre têm algo a dizer a nosso coração...

Dicionário:

Axé – Energia positiva

Babalaô - Sacerdote do culto; pai-de-santo.

Ifá- Verdade

Ijexá- Nação formada por escravos

Okerê- Rei

Oxó- Popular

Autora:Adriana Mello









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Previsão para Setembro de 2016













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