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:: Laisse: Me Ensina a Te Amar [Romance XXX]


Laisse: Me Ensina a Te Amar [Romance XXX]

Quando era criança tinha medo de tempestades. Fica orando por baixo de um travesseiro enquanto os trovões assombravam meu coração entorpecido de medo que me consumia.

Prometia ser uma menina boa se o raio não caísse em minha casa. Que jamais iria fazer uma ofensa que magoasse os meus pais. Por vezes quando o cansaço era enorme e a fortaleza da tempestade perdurava por uma noite inteira adormecia sem me dar conta.

No dia seguinte quando o sol iluminava a janela de meu quarto era eu feliz por saber que existe alguém lá no alto que se importava comigo e que levara para bem longe o meu temor. Para que ele não me fizesse mal e para que ele não fizesse mal a minha família também.

Acredito que este foi um dos muitos traumas que levei para minha vida de casada. Mesmo já adulta depois de estar abastecida de suficientes provas científicas de que as tempestades são passageiras, quando elas aconteciam sentia a necessidade de me confortar nos braços de meu esposo absolutamente calada sem revelar para ele o meu temor de infância.

Eu precisava de um conforto mesmo que fosse momentâneo. Não queria que as minhas impressões chegassem ao ponto de me enraizar dentro deste temor antigo.

Então troquei a identidade do que me afligia pela identidade da presença de meu marido nas horas que achava que mais precisasse de companhia.

Passei a me orientar como se precisasse sempre de alguém como um guia a me confortar, a me animar, a me conduzir pelos caminhos mais fáceis e imagináveis mesmo quando eu tinha construído dentro de mim a certeza por onde eu deveria guiar ou construir os meus passos.

Essa dependência foi prolongando quando a relação ia caminhando para mais anos de casamento.

Até chegar num ponto que não mais me acreditava viver isolada do meu marido. Como se ele fosse um ser insubstituível dentro de minhas escalas de necessidade.

Não era uma dependência financeira que me obrigava a ser consumidora de sua vontade, mas era uma dependência emocional que me obrigava a ser nutrida de carinho e precisar de sua presença em vários momentos importantes de minha vida que requeria uma tomada de decisão.

Não que eu fosse uma pessoa fraca de caráter, mas que me era confortável esta dependência do modo de agir que me condicionava a afetar minhas escolhas com base em sua concordância como que qualquer ato fosse substancial para integrá-lo em nossas vidas.

Vi muitas de minhas amigas também cristalizarem seus temores de infância na forma de uma transferência doentia de suas reações para seus namorados e esposos.

Não que eu tivesse certa na medida em que eu agia, mas via que todas elas de uma forma de outra também se identificava com uma história semelhante a minha.

Por vezes parava para raciocinar se estes fatos não faziam parte da natureza feminina intitulada pela sociedade como algo frágil que necessita de cuidados especiais, e ao mesmo tempo eu como as outras nos condenávamos a passar pela mesma dependência cultural nesta referência de identificação cognitiva.

Não estava disposta a raciocinar que este nível de envolvimento é crítico, por me anular frente as decisões importantes que transferia de minha responsabilidade para um olhar parcial do meu marido.

Na certa se algo no futuro viesse a dar errado, seria ele o responsável, e não eu por ter transferido esta necessidade para que ele apenas imprimisse sobre nossas vidas a sua impressão pessoal para uma tomada de decisão de coisas que nós considerávamos importantes.

Lutei muito comigo mesmo para entender este processo burro de entrega. Por que quando abri meus olhos ele já estava completamente confortável na escalada de seus mandos sobre o nosso relacionamento e eu reclusa no meu canto a concordar com tudo o que ele achasse que fosse bom para o nosso relacionamento.

Deste ciclo partiram as primeiras brigas, porque eu quis me rebelar e me modificando eu feri o seu ego que ajudei a instalar. Não queria ser mais submissa, mas não sabia como chegar para ele e falar que eu o orientei para que ele agisse desta forma comigo.

As brigas tornaram-se cada vez mais intensas. Por este motivo meu de fraqueza de minha parte. Na minha cabeça eu via como uma tendência de hegemonia do lado masculino na prevalência do lado feminino. E não me visualizava como uma peça que contribuiu para que este efeito dentro dele fosse instalado. Demoramos muito a perceber este conflito até que as coisas foram aos poucos se projetando novamente para uma normalidade onde foi possível um pouco mais de espaço para mim, não como queria, mas já era um princípio de uma conquista oriunda de uma falha de visão de minha parte.

Porque eu Laisse sou capaz de voltar atrás e consertar os meus atos!



28/09/2014 - Max Diniz Cruzeiro
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Max Diniz Cruzeiro

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