:: VIDA SAUDÁVEL










Para você o que ter saúde?

Ser magro? Fazer atividade física? Ter bem-estar? Alimentar corretamente?

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde): “saúde é o bem-estar físico, mental e emocional”.

Mas, podemos dizer que saúde significa mais do que simplesmente estar livre de doenças. Saúde e felicidade dependem de um harmonioso desenvolvimento físico, mental, emocional, social e espiritual.

E através de mudanças no estilo de vida alcançamos Saúde Total!

Vocês concordam que através dos alimentos poderemos criar “doenças” ou poderemos ter Saúde? Irá depender do que comemos e bebemos ou de como comemos.

Hoje em dia, as pessoas estão tendo uma alimentação desequilibrada em calorias, vitaminas, minerais, com agrotóxicos e aditivos alimentares. E cada vez mais, estão sedentárias, alimentando de fast-foods, frituras, doces..., levando uma série de doenças: obesidade, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, diabetes, constipação intestinal, envelhecimento e até mesmo o câncer.

Abaixo iremos relatar sobre alguns produtos prejudiciais à saúde.

Começaremos pelo açúcar branco, no qual a população é consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos: clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes, que pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos. É um produto quimicamente ativo e concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas, etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, não sendo um alimento, mas apenas um produto químico.

O organismo não necessita de açúcar branco. O que o corpo necessita é de glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. E o açúcar branco é superabundância de energia química concentrada e eis o problema: é sempre um excesso de energia, alem das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só utiliza o que precisa, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.

Um outro fator muito importante é que ao ingerir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química.

Ex.: vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo diretamente proporcional à quantidade ingerida. Então, podemos dizer que o açúcar branco é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico.

Açúcar não é alimento, mas um poderoso antinutriente, um grande ladrão.

Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

Sabemos que o açúcar é o principal representante da alimentação industrializada moderna. Temos consciência de que 85% das doenças modernas são provocadas pela poluição alimentar e por uma nutrição desequilibrada. Ele está diretamente ligado à causa ou à colaboração para o surgimento de várias doenças, com a arteriosclerose, câncer, leucemia, diabetes, varizes, enxaquecas, distonias neuro-vegetativas, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais, infecções, hipertensão arterial, constipação intestinal, problemas de pele, cáries dentárias, osteoporose, problemas de crescimento, etc.

Podemos considerar ainda, que o açúcar branco é cancerizante, pois é imunodepressor, ou seja, faz diminuir a capacidade do organismo quanto às suas defesas e principalmente por eliminar o importante íon magnésio, devido à forma excessiva como é consumido hoje.

Mas o que usar? Não precisamos de açúcar?


É necessário reaprender a sentir o sabor natural dos alimentos, sem acrescentar nada. Eventualmente poderemos usar o mel ou açúcar natural de cana, o mascavo, de preferência o orgânico (sem agrotóxicos), em pequenas quantidades. Percebemos que assim teremos até mais energia do que o normal, apenas por ter evitado desgastes excessivos com ingestão de superabundância de energia química. Apenas os cereais integrais, as frutas, os legumes, etc. têm a capacidade de fornecer aquilo de que necessitamos.

No caso de diabetes e hipoglicêmicos é aconselhado o acompanhamento médico e do nutricionista para evitar sérios problemas.

Agora, para pessoas que não tem grandes problemas, mas querem parar de consumir açúcar, é sugerido uma eliminação lenta, gradativa, porém consciente, de doces, refrigerantes, sorvetes, etc. até adotar uma alimentação mais saudável.

Sal Refinado


Um outro produto consumido pela população é o sal refinado. Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas afirmam frequentemente a importância do cloreto de soído para a manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico.

Se vivêssemos em um ambiente natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos uma situação artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a consequente perda de minerais importantes, seja pelo “stress” moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais, seja pelos antinutrientes da alimentação comum e pela má alimentação.

Existe uma confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro é que contem elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são eliminado durante o processo industrial para a produção do sal refinado. É perdido enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros importantes. Durante a fabricação, na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenção do bócio como exigência das autoridades de controle. No entanto, é usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos, tumores, câncer, hipoplasia, etc.

Também, no processo de lavagem são eliminados componentes como o plâncton (nutriente), o Krill (pequeno camarão invisível) e esqueletos de animais marinhos invisíveis. De certa forma, em pequenas quantidades, estes fatores fornecem importantes oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio, etc., além de cálcio natural.

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o importante íon magnésio, presente no sal marinho. Esta perda favorece a formação de cálculos e arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio de origem não natural esta presente, como é o caso do sal refinado.

O sal marinho, não lavado contém o iodo de fácil assimilação em quantidades ideais.

O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade usada é estimada em 30g por dia por pessoa, sendo maior se existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o habitual. Um prato de comida contém 8 a 10g de sal, não estando com sabor muito salgado.

Algumas doenças devido aos efeitos do sal:

Hipertensão arterial;

Edemas;

Eclampsia e pré-eclampsia;

Arteriosclerose cerebral;

Aterosclerose;

Cálculos renais, vesicais e biliares;

Hipoplasia da tireóide;

Nódulos da tireóide;

Disfunções das paratireóides.

Guloseimas


Agora, vamos comentar dos doces, refrigerantes, chocolates, balas, guloseimas, etc. Hoje é grade a oferta destas guloseimas de vários sabores, refrigerantes que prometem saúde e sensações incomuns e brilhos atraentes. A máquina de propaganda montada para vender estes produtos é fantástica. As fábricas de sorvetes estabeleceram uma verdadeira guerra de competição, criando os mais incríveis sabores, combinações e cores.

As crianças são aquelas mais atraídas pelas cores fortes e desenhos psicodélicos dos bombons, refrigerantes...e aprendem desde cedo a fazerem parte anônima da grande massa consumidora, buscando prazer onde ele realmente não existe.

Os edulcorantes e os aditivos dos mesmos, ao contrário, são produtos anti vida que produzem cáries, dificuldades escolares, descalcificação crônica, deficiência imunológica, tumores, e muitos outros problemas mais.

Um refrigerante não possui nenhum fator nutritivo; nenhum deles é realmente natural.

As cervejas também não ficam livres de aditivos, sendo muito usado o açúcar branco para acelerar a fermentação e os alginatos para produzirem a espuma. O chope possui bem poucos aditivos, menos que a cerveja branca.

Dentro ainda deste grupo, existe grande quantidade de mel falso, produzido com glicose e essência artificial de mel.

Dicas


Evite a monotonia, faça um prato com alimentos variados e coloridos, tendo um maior suprimento de nutrientes ao seu organismo;

Evite frituras, embutidos e salgados, substitua por pratos grelhados, assados e ensopados;

Evite doces, bolos, pães e massas em excesso, sempre prefira os integrais, rico em fibras e vitaminas;

Faça uso de alimentos ricos em fibras: farelo de arroz, de trigo, aveia, linhaça;

Beba no mínimo 2 litros de líquidos (água, chás e sucos) ao dia;

Não esqueça: faça exercício físico, traz bem estar, melhora a auto-estima, aumenta a resistência e reduz gorduras. Sempre com acompanhamento do Educador Físico;

Faça da sua cozinha uma aliada.



Autora: Kilza Miranda